Saiamos às ruas no Dia do Trabalhador contra a exploração implacável das pessoas e da natureza – pelo futuro da classe trabalhadora sob o socialismo!

30-04-2026

A 1 de Maio de 1886, bandidos armados a serviço de industriais atacaram brutalmente os trabalhadores em greve que se tinham reunido em Haymarket, em Chicago, nos EUA. Os trabalhadores exigiam uma jornada de trabalho de oito horas e, apesar desta repressão brutal, acabaram por alcançar esse objetivo.

Em 1889, a Segunda Internacional convocou os trabalhadores a celebrarem o dia 1 de Maio de cada ano como um dia de solidariedade mundial entre a classe trabalhadora. Friedrich Engels explicou que, neste dia, a classe trabalhadora deve também comprometer-se a «tomar o poder político para expropriar o capital e transformar os meios de produção em propriedade pública». Esta é uma questão premente nos dias de hoje. Só sob a liderança da classe trabalhadora internacional é que uma ampla Frente Unida contra o fascismo e a guerra pode pôr fim aos imperialistas e dar à luta a perspetiva do socialismo e do comunismo.

Todo o peso da crise crescente e insolúvel inerente ao sistema mundial imperialista está a ser transferido para a classe trabalhadora e outros sectores das massas trabalhadoras. 

Os ataques sob a forma de despedimentos e reduções de pessoal, encerramentos de empresas e fábricas, bem como cortes salariais e restrições à segurança no local de trabalho, tornaram-se uma característica comum a todos os países imperialistas-capitalistas. Em vez do emprego permanente, assistimos hoje à promoção da subcontratação/outsourcing, das agência de trabalho temporário, de contractos a termo certo com salários de fome e sem segurança no posto de trabalho, à deterioração das condições de trabalho, ao alargamento do horário de trabalho para mais de 12 e até 14 horas por dia, e à introdução de trabalhadores por tarefa (tarefeiros), pagos por trabalho realizado, nas principais plataformas da Internet. Além disso, direitos políticos, económicos e sociais conquistados com dificuldade estão a ser sistematicamente restringidos. Sob o capitalismo, a introdução de novas tecnologias está a destruir empregos a um ritmo acelerado.

A competição entre os países imperialistas pelo controlo dos mercados intensificou-se, levando não só a uma intensa guerra comercial entre eles, mas também a incursões militares nos mercados e a guerras de agressão imperialistas para garantir o domínio sobre regiões inteiras e recursos como petróleo, gás natural, minerais e metais preciosos em vários países. «Make America Great Again!» simboliza a pretensão abertamente imperialista e colonialista do imperialismo norte-americano ao domínio mundial. Sacrificam impiedosamente os alicerces da vida Humana à sua ganância pelo lucro e aceleram a catástrofe ambiental global. O perigo de uma Terceira Guerra Mundial de caráter nuclear está a intensificar-se. Nas guerras actuais em todo o mundo, o imperialismo norte-americano é o principal agressor, perpetrando genocídio e ecocídio. Opomo-nos a todos os imperialistas de igual forma.

Neste momento decisivo, o Dia do Trabalhador assume um significado ainda maior. 

Historicamente falando, a classe trabalhadora está destinada a desempenhar o papel principal na revolução para abolir de uma vez por todas a exploração do homem pelo homem. Para tal, a unidade mundial da classe trabalhadora – o internacionalismo proletário – deve ser hoje firmemente defendida e reforçada. O revisionismo e o reformismo modernos, o pós-modernismo, o chauvinismo e o anticomunismo encontram-se do outro lado da barricada.

A crise que assola o mundo capitalista-imperialista não é meramente de natureza económica, mas abrangente, estendendo-se às esferas política, social, ideológica, ética e cultural. Karl Marx já afirmara que os trabalhadores devem transformar-se a si próprios para poderem transformar o mundo.

Como meio na intensificação da luta pelo domínio e para manter o seu poder, os governantes capitalistas-imperialistas recorrem ao fascismo. De facto, a tendência para o fascismo tornou-se agora uma característica comum em todos os países capitalistas-imperialistas.

No Dia do Trabalhador, Lenine afirmou que: «Os trabalhadores de todos os países lutam… para organizar a sociedade de forma a que as riquezas criadas pelo trabalho comum beneficiem não um punhado de ricos, mas todos os trabalhadores. Querem que... os frutos do trabalho vão parar às mãos daqueles que produzem, que todas as conquistas do engenho humano e todos os aperfeiçoamentos do engenho humano sirvam para melhorar a vida de quem trabalha, e não como um instrumento para o oprimir…» (Lenine, «Primeiro de Maio», 1904, Obras Completas, Volume 7, páginas 199-202)

Hoje em dia, a classe trabalhadora e as massas oprimidas em todo o mundo estão frequentemente envolvidas em lutas acirradas, incluindo greves gerais em grande escala, como a que ocorreu na Índia em Fevereiro de 2026. A greve política dos trabalhadores portuários em pelo menos seis países, em solidariedade com a Palestina — contra os carregamentos de armas para Israel sionista, que está a cometer genocídio contra o povo palestiniano e em defesa dos seus direitos sociais e económicos — aponta para a perspectiva de lutas coordenadas a nível internacional. As 3.300 manifestações que envolveram mais de oito milhões de pessoas nos EUA a 28 de Março de 2026, muitas sob o lema «Nem reis — Nem fascismo», sinalizam: os fascistas não são todo-poderosos! Massas cada vez mais amplas não querem acabar na barbárie fascista.

A rápida sucessão de acontecimentos políticos – o belicismo e a agressão militar imperialistas dos EUA, que conduziram a uma operação de sequestro brutal e sem precedentes contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, a intensificação do bloqueio a Cuba e a guerra de agressão imperialista-sionista contra o Irão e o Líbano – ataques contra o movimento feminista, a pilhagem da natureza, a abolição das conquistas sociais, económicas e democráticas e muitos outros acontecimentos relacionados – tudo isto exige o forte empenho da classe trabalhadora em aliança com as massas oprimidas do mundo.

Estas lutas necessitam de uma forte liderança Marxista-Leninista. Neste espírito, a ICOR apela, por ocasião do Dia do Trabalhador:

Organizemo-nos! Fortaleçam a ala da luta de classes no seio dos sindicatos e a coordenação internacional transnacional do movimento operário!

Construamos a Frente Unida proletária contra o fascismo e a guerra como núcleo da Frente Única anti-imperialista internacional!

Fortaleçamos os partidos Marxistas-Leninistas, a ICOR e as suas organizações-membro!

Signatário até à data, mais signatários são possíveis:

  • MMLPL Moroccan Marxist-Leninist Proletarian Line (Marroquinos Marxistas-Leninistas, Linha Proletária)
  • CPSA (ML) Partido Comunista da África do Sul (Marxista-Leninista)
  • NCP (Mashal) Partido Comunista do Nepal (Mashal)
  • RUFN Frente Única Revolucionária do Nepal
  • NDMLP Partido Marxista-Leninista Nova Democracia, Sri Lanka
  • CPA/ML Partido Comunista da Austrália (Marxista-Leninista)
  • БКП Българска Комунистическа Партия (Partido Comunista da Bulgária)
  • PR-ByH Partija Rada - ByH (Partido trabalhista - Bósnia e Herzegovina)
  • MLPD Marxistisch-Leninistische Partei Deutschlands (Partido Marxista-Lenininsta da Alemanha)
  • UPML Union Prolétarienne Marxiste-Léniniste (União Proletária Marxista-Leninista), França
  • BP (NK-T) Bolşevik Parti (Kuzey Kürdistan-Türkiye) (Partido Bolchevique (Norte do Curdistão – Turquia)
  • KOL Kommunistische Organisation Luxemburg (Organização Comunista do Luxemburgo)
  • RM Rode Morgen (Amanhecer Vermelho), Países Baixos
  • UMLP União Marxista-Leninista Portuguesa
  • MLGS Marxistisch-Leninistische Gruppe Schweiz (Grupo Marxista-Leninista da Suiça)
  • MLKP Marksist Leninist Komünist Parti Türkiye / Kürdistan (Partido Marxista-Leninista da Turquia/ Curdistão)
  • PCP (independiente) Partido Comunista Paraguaio (independente)
  • PC (ML) Partido Comunista (Marxista-Leninista), República Dominicana
  • PCR-U Partido Comunista Revolucionário do Uruguai
  • SUCI (C) Socialist Unity Center of India (Communist) (Centro de Unidade Socialista da Índia (Comunista)
  • PCPCI Parti Communiste Proletarien de Côte d'Ivoire (Partido Comunista Proletário da Costa do Marfim)
  • PCT Parti Comuniste du Togo (Partido Comunista do Togo)
  • UPC-Manidem Union des Populations du Cameroun - Manifeste National pour l'Instauration de la Démocratie (União das Populações dos Camarões – Manifesto Nacional pelo Estabelecimento da Democracia)
  • PPDS Parti Patriotique Démocratique Socialiste (Partido Patriótico Democrático Socialista), Tunísia
  • SPB(M) Partido Socialista do Bangladesh (Marxista)

Signatários adicionais (Não-ICOR):

  • Trotz Alledem! (Alemanha)
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