RESPONDAMOS À GUERRA LABORAL DOS PATRÕES COM A GREVE GERAL! A GREVE É A NOSSA LINGUAGEM — A ÚNICA QUE OS PATRÕES ENTENDEM!

No momento em que milhões de trabalhadores lutam para sobreviver, o governo ao serviço dos capitalistas prepara uma nova ofensiva contra os nossos direitos. O chamado pacote laboral "Trabalho XXI" não é modernização. Não é progresso. Não é reforma. É uma declaração de guerra contra a classe trabalhadora.
Querem impor jornadas de 10 horas diárias e semanas de 50 horas. Querem facilitar despedimentos. Querem destruir a contratação colectiva. Querem enfraquecer o direito à greve. Querem mais precariedade, mais exploração e mais submissão.
Enquanto os trabalhadores produzem toda a riqueza da sociedade, os patrões e os seus governos burgueses vivem como parasitas e exigem ainda mais sacrifícios àqueles que já carregam o peso das suas crises nas costas.
TRABALHAMOS MAIS MAS VIVEMOS PIOR. ATÉ QUANDO?
Portugal é já um dos países onde os trabalhadores cumprem mais horas de trabalho do que a média da União Europeia. E qual é o resultado?
1 em cada 10 trabalhadores continua a viver na pobreza apesar de ter emprego. Sem apoios sociais, cerca de 4 milhões de trabalhadores mergulhariam na pobreza extrema. Meio milhão de idosos não possui recursos suficientes para viver com dignidade após uma vida inteira de trabalho. 15% das famílias pobres não conseguem garantir uma alimentação nutritiva às suas crianças. 1 em cada 6 das nossas crianças até aos cinco anos nasce e cresce na pobreza. Que um dia digamos – nunca mais!
A nossa pobreza é a riqueza dos patrões.
Esta é a verdadeira face do capitalismo. Trabalhamos mais horas. Produzimos mais riqueza. E recebemos cada vez menos. Enquanto milhares de famílias contam os cêntimos para pagar a renda, a alimentação e a electricidade, os parasitas da burguesia distribuem entre si dividendos milionários e prémios obscenos.
Enquanto os trabalhadores apertam o cinto, os burgueses recebem remunerações dezenas de vezes superiores aos salários de quem produz a riqueza. Os patrões acumulam carros de luxo, mansões e fortunas construídas à custa do nosso trabalho.
Perante esta realidade dramática, a Ministra do Trabalho tem o descaramento de afirmar que:"O problema não é o salário mínimo, é o salário médio."
Para milhões de trabalhadores, o problema é muito mais simples:
O problema são os salários de fome. O problema são as rendas incomportáveis. O problema é trabalhar uma vida inteira e continuar pobre.
O problema é haver dinheiro para bancos, para negócios privados e para os lucros dos monopólios, mas nunca para garantir uma vida digna a quem trabalha.
O problema é um sistema onde quem tudo produz vive na insegurança enquanto uma minoria parasitária acumula riqueza sem precedentes.
"TRABALHO XXI" É O REGRESSO AO SÉCULO XIX. ABAIXO O PACOTE LABORAL!
A jornada de oito horas não foi oferecida pelos patrões. Foi conquistada através de greves, perseguições, prisões e do sangue derramado por gerações de trabalhadores. Agora querem retirar aquilo que a luta operária conquistou.
Chamam-lhe flexibilidade. Nós chamamos-lhe exploração. Chamam-lhe competitividade. Nós chamamos-lhe intensificação da escravatura assalariada. Chamam-lhe modernização. Nós chamamos-lhe retrocesso social.
Cada hora adicional de trabalho significa mais riqueza apropriada pelo patrão e menos tempo para a família, para o descanso, para a organização colectiva e para uma vida digna.
Os mesmos que nos pedem moderação são os que aceitam negociar a velocidade da nossa derrota. Não precisamos de paz social com quem vive da nossa exploração.
Precisamos de unidade, luta e organização. ABAIXO A CONCILIAÇÃO DE CLASSES!
Precisamos de fortalecer a ala combativa do movimento sindical e de transformar a indignação em mobilização.Precisamos de unir todas as lutas numa só frente de resistência operária e popular. A REBELIÃO É JUSTIFICADA!
A história demonstra que nenhum direito foi conquistado através da passividade.
Foi a luta que conquistou as oito horas. E será a luta que travará esta nova ofensiva patronal. Que a força colectiva da classe trabalhadora faça tremer aqueles que vivem da nossa exploração!
É TEMPO DE PASSAR À OFENSIVA! QUE NENHUMA LUTA FIQUE ISOLADA!
NENHUM DESPEDIMENTO! LUTEMOS POR CADA POSTO DE TRABALHO!
AUMENTO GERAL DOS SALÁRIOS! 30 HORAS SEMANAIS SEM CORTE SALARIAL!
A GREVE É A NOSSA LINGUAGEM — A ÚNICA QUE OS PATRÕES ENTENDEM!
PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES E POVOS OPRIMIDOS, UNI-VOS!

