Contra os belicistas da NATO: os Trabalhadores e os Oprimidos resistirão! Reforcemos as mobilizações contra a NATO e o belicismo imperialista!

A próxima cimeira da NATO terá lugar em julho de 2026, ocasião em que os Estados do bloco imperialista ocidental se reunirão para coordenar os seus planos de guerra. Criada como uma aliança anticomunista contra as conquistas e o potencial revolucionário dos trabalhadores e dos oprimidos — sobretudo contra a então socialista União Soviética e os seus aliados —, a aliança da NATO é responsável por crimes imperdoáveis.
Desta vez, a cimeira tem lugar em Ancara, a capital do Estado fascista turco. A Turquia, que possui o segundo maior exército da NATO, é um interveniente fundamental no seio desta aliança bélica. Para as potências imperialistas, em particular os EUA, a sua posição geoestratégica torna-a num aliado central na violenta reestruturação do Médio Oriente. Mas o próprio Estado turco também intervém militar, política e economicamente noutros países da região, nos Balcãs e em África, e procura uma expansão das suas próprias fronteiras. Enquanto as massas sofrem sob a repressão fascista, a inflação e uma crise de empobrecimento, o regime fascista investe enorme quantias em tecnologia militar e armamento. O Estado turco sob Erdogan é uma ameaça para os trabalhadores e os povos da região, sobretudo para o
O estado de guerra permanente no Médio Oriente atingiu um novo nível de escalada, nomeadamente devido à guerra de invasão travada pela aliança fascista dos EUA e de Israel contra o Irão, com o apoio aberto ou dissimulado dos Estados da NATO. A nível mundial, as classes dominantes estão a intensificar os seus ataques políticos e económicos contra a classe trabalhadora. A guerra, a destruição e a brutalidade estão a empurrar as massas para a miséria e a insegurança. O sistema mundial capitalista-imperialista está numa profunda crise e tenta desesperadamente encontrar uma saída para esta situação sem esperança. Isto vai além de conflictos militares isolados.
As principais potências imperialistas estão a preparar-se para uma guerra em grande escala de redistribuição e hegemonia, para a qual pretendem, mais uma vez, explorar e usar as classes oprimidas como carne para canhão. A nível mundial, o rearmamento, a implantação de novas tecnologias de armamento e o restabelecimento do serviço militar obrigatório estão na ordem do dia. Os revolucionários e as forças de resistência enfrentam esforços coordenados e em grande escala que visam a sua destruição.
Hoje, Cuba está na mira da agressão dos EUA, que está a conduzir uma campanha global destinada a eliminar as forças revolucionárias e progressistas e as suas conquistas, onde quer que estas existam. No Médio Oriente, já estamos a assistir ao que poderá tornar-se uma realidade para muito mais pessoas nos próximos anos: genocídio, bombardeamentos, crimes de guerra e violência sistemática contra mulheres e crianças. A guerra na Ucrânia é um sinal precoce de uma possível guerra mundial imperialista, com a expansão da NATO e as agressões da NATO a desempenharem um papel decisivo no desencadeamento desta guerra entre dois blocos imperialistas — a aliança da NATO liderada pelos EUA e a Rússia.
Uma das instituições centrais destas guerras é a NATO, e assim tem sido há já 77 anos. Com o fim da «Guerra Fria», a NATO reorganizou-se de acordo com as novas condições e necessidades do sistema mundial imperialista. A sua tarefa fundamental, no entanto, permaneceu a mesma: a imposição militar implacável dos interesses imperialistas e a repressão dos movimentos revolucionários.
Apesar das crises internas na aliança e das crescentes contradições entre os seus Estados-membro, e apesar da formação de novos blocos na sequência das actuais rivalidades imperialistas — como a Organização para Cooperação de Xangai —, a NATO continua a ser uma das ferramentas militares mais importantes das potências imperialistas ocidentais para impor os seus interesses globais. Os imperialistas ocidentais, liderados pelos EUA, defendem a exploração e a opressão. Por isso, a resistência contra esta aliança de guerra imperialista, a NATO, é uma responsabilidade de importância global.
As guerras imperialistas e reaccionárias deste mundo não são as guerras dos trabalhadores e dos oprimidos, mas são dirigidas directamente contra eles. É por isso que nos opomos resolutamente a todas as formas de agressão imperialista e lutamos pela resistência internacional e pela solidariedade entre as classes e os povos oprimidos.
Enquanto ICOR, saudamos a mobilização em massa das forças revolucionárias e progressistas contra a cimeira da NATO na Turquia, que não se curvam perante a repressão fascista, e apelamos a protestos a nível mundial contra a NATO e o belicismo imperialista.
Exigimos a libertação imediata dos revolucionários, socialistas e democratas que foram detidos durante os preparativos para as mobilizações anti-NATO e do Dia do Trabalhador.
Não podemos permitir que os imperialistas e fascistas de todo o mundo se reúnam — sem o protesto e a luta dos trabalhadores e das amplas massas — para planear os seus crimes desumanos.
Acabem com as guerras imperialistas e reaccionárias!
Dissolvam a NATO!
Viva a solidariedade internacional!
Lutemos pela paz, pela amizade entre os povos e pelo socialismo!
Fortalecer a ICOR!
Status of the signatories 19.06.2026. Further signatures possible. Current list of signatories at www.icor.info:
- PPDS Parti Patriotique Démocratique Socialiste (Partido Patriótico Democrático Socialista), Tunísia
- Chinese Communists (MLM) Comunistas Chineses (Marxista-Leninista-Maoísta)
- SUCI (C) Socialist Unity Center of India (Communist) (Centro de Unidade Socialista da Índia (Comunista)
- NCP (Mashal) Partido Comunista do Nepal (Mashal)
- RUFN Frente Única Revolucionária do Nepal
- CPA/ML Partido Comunista da Austrália (Marxista-Leninista)
- БКП Българска Комунистическа Партия (Partido Comunista da Bulgária)
- PR-ByH Partija Rada - ByH (Partido trabalhista - Bósnia e Herzegovina)
- MLPD Marxistisch-Leninistische Partei Deutschlands (Partido Marxista-Lenininsta da Alemanha)
- UPML Union Prolétarienne Marxiste-Léniniste (União Proletária Marxista-Leninista), França
- KOL Kommunistische Organisation Luxemburg (Organização Comunista do Luxemburgo)
- RM Rode Morgen (Amanhecer Vermelho), Países Baixos
- UMLP União Marxista-Leninista Portuguesa
- MLKP Marksist Leninist Komünist Parti Türkiye / Kürdistan (Partido Marxista-Leninista da Turquia/ Curdistão)
- PCP (independiente) Partido Comunista Paraguaio (independente)
- PC (ML) Partido Comunista (Marxista-Leninista), República Dominicana
- CPSA (ML) Partido Comunista da África do Sul (Marxista-Leninista)
- ORC Organisation Révolutionnaire du Congo (Organização Revolucionária do Congo), República Democrática do Congo
- PCPCI Parti Communiste Proletarien de Côte d'Ivoire (Partido Comunista Proletário da Costa do Marfim)
- PCT Parti Comuniste du Togo (Partido Comunista do Togo)
