Avante com a Revolta Popular na Bolívia! Fim à opressão!

Desrespeitando as suas promessas de campanha, o governo de Rodrigo Paz publicou, a 9 de maio de 2026, uma lista de 10 leis prioritárias: Lei dos Hidrocarbonetos, Lei do Investimento, Lei da Mineração, Lei da Economia Verde, Lei dos Empresários Bolivianos, Lei Eleitoral, Lei da Reforma Judicial, Lei da Segurança Nacional, Lei da Redução do Estado e da Burocracia e uma nova Lei da Eletricidade.
Na prática, isto significa entregar os activos e recursos naturais do país aos monopólios imperialistas, bem como expandir os instrumentos legais para reprimir a luta do povo. Em troca, recebia o apoio do imperialismo norte-americano, do Estado genocida de Israel e do governo fascista e capitulador do presidente argentino Javier Milei.
O gatilho para esta mobilização em massa, na qual participam milhões de indígenas, trabalhadores, mineiros e camponeses bolivianos, foi a Lei 1720, que autorizou o Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA) a reclassificar pequenas parcelas de terra rural, a fim de permitir a sua aquisição por grandes proprietários e, assim, deslocar pequenos agricultores e indígenas. Embora o governo tenha retirado este projeto de lei, a luta pela demissão do presidente Rodrigo Paz continua em meio a uma crise económica e social, bem como ao escândalo em torno do comércio de gasolina adulterada.
As mobilizações, que incluíram longas marchas até La Paz e dezenas de bloqueios de estradas, contam com o apoio da confederação sindical COB, do sindicato CSUTCB de trabalhadores agrícolas e agricultores indígenas, da organização de agricultores indígenas Federación Tupaj Katari, de conselhos de bairro, professores, operários, agricultores e povos indígenas da região amazónica. Uma marcha indígena percorreu o caminho de Pando até La Paz ao longo de 24 dias. Em particular, segmentos significativos do movimento mineiro estão a desempenhar um papel de liderança e encontram-se na vanguarda da luta
A repressão estatal teve início em Dezembro passado, em Cochabamba, com duas mortes e dezenas de feridos, e intensificou-se a 16 de Maio com uma operação de dispersão marcada pelo assassinato de mais dois manifestantes, 127 detenções arbitrárias e dezenas de feridos, incluindo jornalistas.
À luz destes acontecimentos, a Coordenação Internacional de Partidos e Organizações Revolucionárias — ICOR — faz ouvir a sua voz em solidariedade com o heróico povo boliviano e compromete-se ainda mais a levar, o mais longe possível, a luta dos trabalhadores e do povo nos nossos países pelas suas reivindicações e pela abertura de uma perspectiva revolucionária anti-imperialista, numa marcha ininterrupta rumo ao socialismo.
Lista de Signatários a 31.05.2026. Mais signatários são possíveis:
- CPSA (ML) Partido Comunista da África do Sul (Marxista-Leninista)
- PPDS Parti Patriotique Démocratique Socialiste (Partido Patriótico Democrático Socialista), Tunísia
- SPB Partido Socialista do Bangladesh
- SPB Partido Socialista do Bangladesh (Marxista)
- Chinese Communists (MLM) Comunistas Chineses (Marxista-Leninista-Maoísta)
- NCP (Mashal) Partido Comunista do Nepal (Mashal)
- RUFN Frente Única Revolucionária do Nepal
- NDMLP Partido Marxista-Leninista Nova Democracia, Sri Lanka
- CPA/ML Partido Comunista da Austrália (Marxista-Leninista)
- Krasnyj Klin Аб'яднання беларускіх камуністаў «Чырвоны Клін» (Grupo de Comunistas Revolucionários "Cunha Vermelha"), Bielorrússia
- БКП Българска Комунистическа Партия (Partido Comunista da Bulgária)
- PR-ByH Partija Rada - ByH (Partido trabalhista - Bósnia e Herzegovina)
- MLPD Marxistisch-Leninistische Partei Deutschlands (Partido Marxista-Lenininsta da Alemanha)
- KOL Kommunistische Organisation Luxemburg (Organização Comunista do Luxemburgo)
- RM Rode Morgen (Amanhecer Vermelho), Países Baixos
- SWRP Partido Republicano dos Trabalhadores da Escócia
- MLKP Marksist Leninist Komünist Parti Türkiye / Kürdistan (Partido Marxista-Leninista da Turquia/ Curdistão)
- PCP (independiente) Partido Comunista Paraguaio (independente)
- PC (ML) Partido Comunista (Marxista-Leninista), República Dominicana
- PCR-U Partido Comunista Revolucionário do Uruguai
- UPC-Manidem Union des Populations du Cameroun - Manifeste National pour l'Instauration de la Démocratie (União das Populações dos Camarões – Manifesto Nacional pelo Estabelecimento da Democracia)
- UPML Union Prolétarienne Marxiste-Léniniste (União Proletária Marxista-Leninista), França
- MMLPL Moroccan Marxist-Leninist Proletarian Line (Marroquinos Marxistas-Leninistas, Linha Proletária)
- BP (NK-T) Bolşevik Parti (Kuzey Kürdistan-Türkiye) (Partido Bolchevique (Norte do Curdistão – Turquia)
- ORC Organisation Révolutionnaire du Congo (organização revolucionária do Congo), República Democrática do Congo
- MLGS Marxistisch-Leninistische Gruppe Schweiz (Grupo Marxista-Leninista da Suiça)
- UoC Union of Cypriots (União de Cipriotas), Chipre
- UMLP União Marxista-Leninista Portuguesa
Additional signatories (Non-ICOR):
- RMP Российская маоистская партия (Partido Maoísta Russo)
- Trotz Alledem, Alemanha

